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O 13º Passageiro

Jornal de Notícias, 4 de Março 2007

Duas versões

A 28 de Abril de 1943, o actor Leslie Howard, intérprete de "Hamlet" e um dos protagonistas de "E tudo o vento levou", chega a Lisboa, para falar da sua arte e, a coberto deste pretexto, para sensibilizar para a causa aliada. A 1 de Junho, o avião em que regressava a Inglaterra foi abatido por uma esquadrilha alemã e o actor morreu.

Este é o resumo simplista de "O 13.º passageiro" (edição de O mundo em Gavetas), uma investigação que explora a passagem de Howard pela Península Ibérica e acentua o mistério que envolve alguns aspectos da estadia e o seu fim trágico.

É uma obra mista de texto, a cargo de José António Barreiros, autor de vários livros sobre os serviços secretos da II Guerra Mundial, e banda desenhada, assinada por Carlos Barradas, que, embora algo preso às fotografias no tratamento da figura humana, faz uma adequada reconstituição histórica e ambiental da época, presente também no argumento (de Barreiros) que assenta na investigação do acidente, alternada com sucessivos flash-backs (que repetem o que antes já foi descrito em prosa - dúvidas sobre a capacidade narrativa dos quadradinhos ou a mesma história em suportes diferentes?) que dão ritmo e ajudam a criar o clima de suspeição e mistério.

Como (bom) caminho a seguir pela BD lusa, fica a ancoragem - fiel mas livre - na nossa História recente, poucas vezes aproveitada pelos nossos autores.

ver mais

Pedro Cleto

 

FOCUS, 31 de Janeiro 2007

outros destaques e recensões na comunicação socal

Revista Sábado, nº 153 (4 a 11 de Abril 07)
com entrevista a José António Barreiros

 

 

Revista Première, nº 90 (Abril 07)

Revista Mais Alto, nº 366 (Março-Abril 07)

RTP 2: Programa Câmara Clara (16 de Fevereiro 07)

entrevista a José António Barreiros veja aqui

Jornal Postal do Algarve (15 de Fevereiro 07)

Jornal do Algarve (8 de Fevereiro 07)

Jornal Região Sul (5 de Fevereiro 07)

SintraVox (e Associação Cultural Alagamares) - site

Revista Visão, nº 725 (25 a 31 de Janeiro 07)

diversos sites e blogs, entre os quais:

Beteca de Lisboa - site

Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem - site

Modelismo-na.net - site

Big Brother is Watching You - blog

Divulgando banda Desenhada - blog

entrevista a Carlos Barradas

 

Nathalie Sergueiew

Diário de Noticias, 26 de Maio 2006

 

O Mundo das Sombras, 21 de Maio 2006

"O barão vermelho que me deixou verde!"

Um livro é um torvelinho de afectos. Na ânsia de enriquecer o meu último livro e já na fase da revisão de gralhas, que é aquela em que um autor odeia o que escreveu e quase se pega à pancada com quem lhe sugere mais emendas, escrevi que a minha Lily Sergueiew tinha aprazado uma entrevista em Berlim com um barão, um tal von Richtoffen. Tinha lido isso no livro de viagens que ela escrevera, em 1933, «Mon voyage a pied» e que eu lera linha a linha, como se fizesse, tal como ela, a viagem Paris/Varsóvia a pé. Vai daí nem hesitei: só podia ser Manfred von Richthoffen, o «barão vermelho» o célebre herói da aviação. Crassa estupidez! Este aeronáutico barão morrera a 21 de Abril de 1918. Barão por barão haveria de ser um outro. Felizmente tenho leitores atentos, o que muito de honra. Deram por este gato e darão por outros. Hoje, domingo pela manhã, lá estava eu a conferir na página 142 do livro da minha biografada, fonte originária do erro. Não havia dúvidas. Era mesmo desatenção. O curioso da história é que no meu livro, depois de dar como assente que ela se ia iria encontrar com o aviador, pergunto-me em pé de página porque é que não refere que era o lendário barão vermelho. Pois pudera! O homem já tinha batido a asa. Aos leitores as minhas desculpas. É um pormenor, mas um pormenor irritante. Como dizia o Carlos Pinto Coelho, acontece!

José António Barreiros

 

 

 

 

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